
No novo procedimento, médicos usaram músculos artificiais feitos com polímeros de silicone e pequenos eletrodos. A tecnologia, conhecida como EPAM (músculos artificiais feitos com polímeros eletroativos, na sigla em inglês), é promessa na área de reabilitação facial. Os polímeros eletroativos agem como músculos verdadeiros, expandindo ou contraindo de acordo com ajustes de voltagem.
Para o cirurgião plástico Travis Tollefson, especialista em reconstrução facial e um dos coordenadores da pesquisa, além de devolver parte da expressão facial aos pacientes, a tecnologia ajuda a proteger a saúde ocular. Piscar é essencial para a lubrificação dos olhos e pacientes que perdem a capacidade de piscar ficam sujeitos a infecções e úlceras na córnea, que eventualmente podem cegar.
A tecnologia deve ser testada em breve em outras regiões do corpo. Para Tollefson, isto significa que pacientes paralisados poderão voltar a mexer a boca, sorrir, ou até mesmo voltar a ter controle da bexiga. Os primeiros testes foram feitos com a face porque os músculos desta área exigem menos força para mexer. É mais fácil piscar, por exemplo, do que levantar o braço. Por enquanto, o novo método ainda está em fase de testes, mas se o ritmo das pesquisas continuar como o esperado, a tecnologia estará disponível para pacientes em cinco anos.