
Autoridades sanitárias investigam as possíveis causas do surto, que em princípio foi atribuído a uma possível intoxicação alimentar, num balneário da cidade, pois muitos pacientes eram formados por grupos de turistas de um clube aquático, que recebe cerca de 2 mil pessoas por dia. No entanto, moradores da cidade, que não estiveram no balneário, também apresentaram os sintomas. Por isso, foram colhidas amostras de água de oito reservatórios da cidade e alimentos servidos no clube.
"Mas somente hoje é que a Vigilância Sanitária começou a coleta de materiais das pessoas contaminadas pela virose", disse a provedora da Santa Casa de Olímpia, Renata de Souza Pereira. Segundo ela, os pacientes estão recebendo kits para coleta de fezes, que deve ser feita em casa e depois recolhidas por agentes da Vigilância. "O problema é que a maioria dos casos ocorreu no feriadão de final de ano, quando os funcionários da vigilância não estavam trabalhando", disse. "Pensou-se que se tratava de casos isolados no balneário, mas somente depois é que se descobriu que a virose estava espalhada na cidade toda", afirmou Renata.
A grande maioria dos pacientes procura a Santa Casa, por isso, o hospital ficou sobrecarregado com tantos atendimentos. De acordo com Renata, o hospital teve de abrir três novas alas e ampliar horário dos profissionais para atender as pessoas com virose. "Tivemos de colocar macas nos corredores e ampliar o horário dos plantonistas para dar conta dos atendimentos", disse. Nesta segunda-feira, segundo ela, mais quatro pessoas que apresentavam os mesmo sintomas, foram colocadas em observação. Duas delas ainda continuam no Pronto-Atendimento e uma terceira, que deu entrada no sábado, continua internada, com sintomas mais agudos.
Autoridades sanitárias estaduais e municipais se reuniram na manhã desta segunda-feira para fazer um balanço da situação e colocar em prática um plano de orientações para a comunidade. "Chegamos à conclusão de que o trabalho investigativo está sendo feito corretamente e passamos a orientar a população para evitar a contaminação", disse a coordenadora de Vigilância em Saúde de Olímpia, Marly Belucci dos Santos. Ela afirmou que a coleta de materiais de pacientes está sendo providenciada desde quinta-feira, quando surgiram os primeiros casos. "O que acontece é que as pessoas se recusam a se submeter para fazer os exames nas Unidades Básicas de Saúde, agora isso está sendo feito na Santa Casa", disse.
De acordo com Marly, os moradores de Olímpia recebem orientações pelo rádio, que são basicamente redobrar os cuidados com a higiene, como lavar as mãos e alimentos. Além disso, a população também é orientada a ferver e/ou filtrar a água consumida, e em se houver algum casos na família, redobrar a higiene dos banheiros. No caso de aparecimento dos sintomas, procurar atendimento médico.